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Jeep Cherokee 2.0 Multijet FWD Longitude: Longo é o caminho

Claro, é Seguro!

Jeep Cherokee 2.0 Multijet FWD Longitude: Longo é o caminho

18 de agosto de 2014 Notícias 0

Jeep Cherokee 2.0 Multijet FWD Longitude: Longo é o caminho

Consumada a “revolução” que colocou a histórica marca norte-americana de veículos todo-o-terreno nas mãos da italiana FIAT, a Jeep lançou a quarta geração de um dos seus modelos mais emblemáticos, o Cherokee. Profundamente alterado e já com um “gostinho” italiano, a verdade é que mantêm-se as distâncias deste SUV norte-americano para as referências do segmento, confirmando que, apesar da revolução operada (na marca e no próprio modelo!), longo é ainda o caminho…

Após vários anos de discrição excessiva no panorama automóvel português, a norte-americana Jeep volta a mostrar-se nas estradas nacionais, consumado que está o processo de aquisição do grupo Chrysler pela italiana FIAT e ainda pela mão do mesmo importador, agora com a quarta geração do Cherokee. Sport Utility Vehicle (SUV) mais compacto do que o imponente Grand Cherokee, que, com a entrada em cena dos audazes designers italianos, sofreu uma revolução ainda mais acentuada do que o “irmão maior”.

Disponível entre nós, pelo menos para já, apenas numa única versão – Longitude -, motorização – 2.0 Multijet de 140 cv – e com único sistema de tracção – FWD, ou seja, apenas tracção dianteira -, o novo Jeep Cherokee marca um claro corte com o antecessor, a começar pelo aspecto exterior – maior em todas as dimensões, o SUV médio norte-americano surge ainda mais revolucionado no capítulo estético, apostando em linhas exteriores não apenas vanguardistas, mas também a transmitirem um aspecto sólido e fortemente diferenciador. Dito de outra forma, concebido um pouco segundo o princípio “Ou se ama, ou se odeia!”.

Mas se por fora as linhas deste Cherokee de sotaque italiano prometem não deixar ninguém indiferente, no interior do habitáculo, as soluções encontradas prometem ser bem mais consensuais, convencendo desde logo pela posição de condução: mais elevada, como de resto é já expectável neste tipo de modelos, mercê de um banco com bom apoio lateral e um volante de pega agradável, ambos ajustáveis em altura e profundidade (no caso do banco, oferecendo a regulação eléctrica também lombar como opcional, sendo que, quanto ao volante, ficámos com a sensação de que este podia ficar um tudo-nada mais na horizontal), o primeiro a facilitar o acesso à generalidade dos comandos. Aspecto mais convincente do que, por exemplo, a visibilidade traseira, culpa não apenas da altura do carro, mas também o posicionamento do óculo.

E se neste aspecto o facto do equipamento de série contemplar a inclusão de sensores de estacionamento, não apenas atrás mas também à frente, ajuda a atenuar os “engulhos” provocados pela estética exterior, já o posicionamento correcto da grande maioria dos comandos, com especial destaque para o generoso e funcional ecrã táctil de 8,4 polegadas (opcional, sendo que de fábrica é proposto idêntico media center, mas com ecrã táctil de 5,0″) a partir do qual é possível operar o rádio, temperatura e navegação, acaba não sendo suficiente para esconder algumas situações mais… inesperadas, com o caso da colocação do botão do volume do rádio demasiado próximo dos comandos do ar condicionado.

E se, no que aos materiais diz respeito, o esforço de aproximação feito pela marca àquelas que são as referências no segmento para o mercado europeu acaba não garantindo a valorizada erradicação de plásticos de menor qualidade, o mesmo se pode dizer relativamente à qualidade de construção e, nomeadamente, à fixação dos revestimentos. Também elas ainda aquém do exibido nos modelos alemães, conforme é possível constatar, por exemplo, na (des)união entre o revestimento do tejadilho e o pára-brisas ou até mesmo na fraca solidez transmitida pelos materiais que revestem portas e pilares.

Bem mais convincentes, mesmo quando observados segundo os padrões de exigência europeus, aspectos como a funcionalidade, a habitabilidade ou até mesmo a capacidade de carga. No primeiro caso, resultado da disponibilização de vários espaços de arrumação, abertos e fechados, dos quais destacamos os bons e práticos alçapões no topo do tablier (com tampa) e por baixo do assento do passageiro da frente, ao passo que, no segundo, fruto do muito espaço oferecido para pernas e em altura (mesmo estando os bancos colocados tipo anfiteatro!) nos lugares traseiros. Bancos que possuem ainda a capacidade de poderem ser ajustados em profundidade (estão colocados sobre calhas longitudinais), permitindo assim aumentar quer a distância para os lugares da frente, quer o espaço destinado às bagagens, tudo consoante as necessidades do momento e os desejos do proprietário.

Já sobre o espaço de carga, importa dizer que, embora a abertura eléctrica do portão apenas esteja disponível como opcional (parte do Pack Confort, o qual inclui ainda faróis automáticos, o já referido banco do condutor de ajuste eléctrico, rede de suporte de carga, retrovisor interior Auto-dim com microfone e sensores de chuva, tudo por 799€), opção ainda assim menos estranha do que o posicionamento do discreto interruptor que faz descer a tampa da mala, aspectos importantes como a convincente capacidade de carga (399 litros com os cinco lugares em utilização), o bom plano de carga ou até mesmo a existência de soluções como os ganchos porta-sacos (um pouco baixos, é certo…), tomada de 12V e principalmente o enorme alçapão por baixo do piso falso (coberto por um tapete de boa qualidade e amovível), resultado da troca do pneu sobressalente por um kit anti-furos, ajudam o Cherokee a cotar-se em bom plano neste item em concreto. Mesmo tendo como chapeleira uma solução extensível como tantas outras, embora, neste caso, a fazer a ligação às costas dos bancos traseiros da forma menos eficiente possível – através de tiras de lona a taparem (mal) os pertences que se encontram na bagageira!

De resto e ainda sobre o espaço destinado às bagagens, recorde-se a possibilidade de rebatimento 60/40 das costas do banco traseiro totalmente na horizontal (trancas no topo das costas e alças nas laterais), funcionalidade que só não convence mais porque não consegue evitar uma espécie de “vala” (maior ou menor, consoante o posicionamento do banco) entre as costas e o para o piso da mala.

Melhor, o equipamento de série oferecido com a única versão (para já) disponível em Portugal, denominado “Longitude”, e que, no capítulo da segurança, inclui airbags frontais, laterais (à frente e atrás), de cortina (à frente e atrás) e de joelhos (para o condutor), Controlo Electrónico de Estabilidade (ESP), Controlo de Tracção, Electronic Rollover Mitigation (ERM), faróis de nevoeiro com função cornering, sistema de ajuda ao arranque em subidas (Hill Start Assist), indicador da pressão de pneus, encostos de cabeça activos, sistema Easy Fix nos bancos traseiros, travão de mão eléctrico e alarme.

Do equipamento fazem ainda parte, entre outros, o ar condicionado automático Dual Zone, Bluetooth, computador de bordo, Cruise Control, sistema de entrada sem chave, display monocromático TFT 3.5”, entradas áudio Jack/SD Card/USB, leitor de CD integrado no encosto de braço, sistema de som de 6 colunas, Uconnect media center com display 5.0” touch screen e áudio digital, volante em pele com comandos áudio e Uconnect, barras de tejadilho cromadas, espelhos retrovisores exteriores eléctricos aquecidos rebatíveis, luzes diurnas e farolins traseiros em LED, e jantes em liga leve de 17” com pneus Continental 225/60.

Opcionais, além dos packs já citados, apenas a pintura metalizada (500€), e dois packs: Technology, do qual fazem parte, além do já citado rádio RG4 com Uconnect media center com ecrá táctil de 8,4″, um sistema de som com 9 colunas e subwoofer, tudo por 1.450€; e Dynamic, sinónimo apenas e só de jantes em liga leve cromadas de 18” com pneus Continental 225/55, por 350€.

Embora dispondo de um maior leque de motorizações noutros mercados, em Portugal, o novo Jeep Cherokee está disponível apenas com único propulsor, um turbodiesel 2.0 Multijet de 140 cv made by Fiat, que, associado a caixa manual de seis velocidades, convence não apenas pelo facto de se mostrar agradavelmente insonorizado e com consumos atractivos (na ordem dos 6,7 l/100 km), mas também pelas respostas satisfatórias desde os regimes mais baixos. Mesmo não deixando de agradecer o recurso à caixa naqueles momentos em que é preciso recuperar andamentos.

Acompanhado de uma direcção e sistema de travagem concebidas claramente em prol do conforto e sem grandes preocupações com aspectos como o feedback transmitido ao condutor, certamente agradado com a inclusão de um travão de estacionamento electromecânico, accionável através de patilha bem posicionada entre os bancos da frente, também no desempenho o SUV norte-americano não esconde uma postura mais descontraída e não tão eficaz. Mesmo não ignorando totalmente a importância da estabilidade e do equilíbrio do conjunto, nomeadamente, em pisos de alcatrão e por horizontes mais abertos, como auto-estradas, onde o Cherokee até paga apenas Classe 1.

Já quando por trajectos mais sinuosos e a velocidades mais elevadas, a suspensão mais branda, ajudada pela maior altura ao solo e pela maior altura da carroçaria, acaba contribuindo para transferências de massas mais acentuadas. Característica que, no entanto, se compreende e justifica a partir do momento em que deixamos o alcatrão e optamos por seguir por caminhos de terra, onde, mesmo possuindo sistema de tracção integral mas com bons ângulos para a prática do TT, o SUV norte-americano coloca em prática muita da experiência reunida por uma marca com longa tradição no todo-o-terreno.

liás, se em aspectos como a competência fora de estrada o novo Jeep Cherokee 2.0 Multijet FWD Longitude não teme o confronto com a grande maioria das propostas alemãs, o mesmo se poderá dizer do preço, que em Portugal orça os 43.000€. Valor, sem dúvida, competitivo… mas que ainda assim poderá não ser suficiente para fazer esquecer as distâncias para as referências.

Fonte: Diário Digital – Portugal