Por que contratar um seguro de vida independente da sua idade

Cada perfil está em um momento diferente da vida e tem necessidades distintas; conheça as situações mais comuns

Seguro de vida é um desses produtos que muitas vezes não nos damos conta de sua real importância até acontecer uma situação na família ou com algum conhecido na qual o seguro faria a diferença – e então pode ser tarde demais. Há motivos de sobra para contratar uma apólice em qualquer momento da vida, e para te ajudar a entender um pouco melhor quais são as necessidades mais comuns, conversamos com Alexie Laytynher, assessor de investimentos no escritório ADX Invest.

Não há uma resposta única para se contratar um seguro de vida, uma vez que cada indivíduo possui necessidades muito específicas, mas é possível separar algumas características comuns por faixa etária, conforme listamos abaixo.

20 a 30 anos: essa é uma faixa etária em que, normalmente, ainda não há uma cultura forte de se pensar no futuro, o que financeiramente pode ser uma atitude arriscada. “O nosso grande desafio é fazer com que o jovem entenda que independentemente da idade, o seguro de vida pode oferecer proteção”, diz Laytynher. “É preciso se perguntar: em caso de imprevistos, o quanto da sua vida você deixaria de aproveitar ou qual seria o impacto financeiro sem um seguro adequado?”

O maior erro é pensar que o seguro de vida é usado somente em caso de morte. Essa é uma ferramenta de proteção financeira que pode ser personalizada para oferecer diversos benefícios em vida.

Algumas coberturas opcionais garantem proteção em situações como internações hospitalares, diagnósticos de determinadas doenças graves e até mesmo em casos de invalidez por acidente, o que afetaria a capacidade de formação de patrimônio.

“Os jovens estão preocupados em realizar sonhos, como viajar, comprar um apartamento, casar, ter filhos, então é preciso ter essa consciência de como seria o reposicionamento da vida financeira no caso de uma limitação física, por exemplo”, lembra o assessor da ADX Invest.

Além disso, para essa faixa etária, o produto costuma ter preços mais baixos e menos exigências em relação à comprovação de saúde.

30 a 50 anos: esse é um momento na qual a vida financeira está melhor encaminhada. É normal encontrar perfis dentro desse grupo com apartamento próprio, carro, e um patrimônio relativamente bem construído ou em construção.

Nesses casos, Laytynher explica que há duas situações muito comuns para a contratação de um seguro de vida: o nascimento de filhos, época em que se tem a percepção de “uma fronteira de responsabilidade muito alta”, ou a preocupação em deixar estruturado um processo de inventário para a família, principalmente no caso de uma morte inesperada, como em um acidente.

Essa preocupação com o inventário acontece porque o processo costuma gerar custos entre 15% a 20% do valor total a ser transmitido. Esse custo envolve a cobrança do ITCMD – imposto que ainda conta com projetos em discussão no Congresso para elevação da sua alíquota em todo o Brasil –, honorários advocatícios, emolumentos, além de custos e taxas processuais.

O seguro de vida não é considerado herança e tem pagamento feito em até 30 dias após cumpridas as exigências contratuais, enquanto um processo de inventário pode se arrastar por mais de um ano.

Muitas famílias usam o benefício pago pela seguradora para arcar com esses custos da herança e manter o padrão de vida da família ao menos durante um período inicial. No caso da cobertura de morte há ainda a vantagem da isenção do Imposto de Renda e do ITCMD, e a indenização não está sujeita às dívidas do segurado.

Podem existir variados motivos para contratar um seguro de vida, embora essas sejam as situações mais comuns. “Uma vez atendi um médico em São Paulo nessa faixa etária que não tinha filhos e nem era casado, mas que sustentava a mãe”, conta. “Esse médico estava preocupado em como ficaria a situação financeira dela se algo acontecesse com ele, então ele recorreu ao seguro de vida para ter essa tranquilidade”, explica.

50 a 65 anos: a sociedade moderna apresenta índices de longevidade cada vez maiores. Assim como para as faixas etárias anteriores, os seguros de vida nessa idade podem ser usados tanto para benefícios em vida, evitando o esgotamento do patrimônio em casos de doenças graves e invalidez causada por acidentes, quanto para estratégias de planejamento sucessório.

Também vale lembrar que os beneficiários de seguros de vida não precisam ser os herdeiros. O seguro de vida permite a indicação praticamente de qualquer nome como beneficiário, desde filhos e netos a amigos e outras pessoas que tenham relação com o segurado – desde que não haja impedimento legal.

fonte: InfoMoney

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